Polícia prende homem que vendeu arma e munições, para atiradores do massacre em escola de Suzano (SP)

A Delegacia de Suzano (SP) prendeu na tarde desta quinta-feira (2) mais um suspeito de envolvimento no massacre na Escola Raul Brasil, em março, que terminou com a morte de dez pessoas.

De acordo com informações da Polícia, trata-se de Geraldo de Oliveira Santos, de 41 anos, o líder comunitário é suspeito de vender a arma de fogo utilizada no crime. Os policiais chegaram até Oliveira após um longo trabalho de investigação do setor de inteligência da delegacia da cidade, os policiais descobriram por intermédio de um dos suspeitos presos que Geraldo vendeu a arma aos autores do massacre.

As investigações apontaram ainda que “buiu” como Geraldo é conhecido, vendeu aos atiradores além revólver calibre 38 utilizado no crime, as munições usadas para matar as vítimas.

O negócio, segundo a polícia, foi intermediado pelo mecânico Cristiano Cardias de Souza, de 47 anos, preso no dia 10 de abril. Conhecido como “Cabelo”, ele também teria vendido as munições calibre 38 utilizadas no ataque.

O massacre

Um adolescente e um homem encapuzados atacaram a Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), na manhã de quarta-feira 13 de março de 2019 e mataram sete pessoas, sendo cinco alunos e duas funcionárias do colégio. Em seguida, um dos assassinos atirou no comparsa e, então, se suicidou. Pouco antes do massacre, a dupla havia matado o proprietário de uma loja da região tio de um dos atiradores.

Os assassinos eram Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 e eram ex-alunos do colégio. A investigação aponta que, depois do ataque, ainda dentro da escola, o mais novo matou o mais velho e, em seguida, se suicidou. A polícia diz que os dois tinham um “pacto” segundo o qual cometeriam o crime e depois se suicidariam.

Um terceiro adolescente foi apreendido e internado provisoriamente na Fundação Casa por 45 dias. Para a polícia, ele foi um dos mentores do crime bárbaro.

Cinco dos mortos são alunos do ensino médio, com idade entre 15 e 17 anos, de acordo com o secretário de Segurança Pública de SP. Entre as vítimas, há ainda duas funcionárias do colégio, uma delas a coordenadora. O dono de uma locadora de veículos próximo ao local, que era tio de um dos assassinos, foi morto pouco antes do ataque.