Sancionada a lei que regulamenta a Equoterapia

O presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou a lei que regulamenta a equoterapia. Em publicação feita no Diário Oficial da União (DOU), a prática deverá ser adotada a partir de avaliação médica, psicológica e fisioterápica. Será  obrigatório a formação de uma equipe composta por um médico veterinário e um profissional de equitação.

A lei, que entra em vigor após 180 dias decorridos de sua publicação oficial, acentua que os animais usados durante o processo sejam adestrados para uso exclusivo da equoterapia, que possuam boas condições de saúde, que sejam submetidos às inspeções veterinárias regulares e, ainda, que possam descansar em ambientes adequados.

De acordo com a Associação Nacional de Equoterapia, trata-se de um método terapêutico que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência e/ou com necessidades especiais.

A Equoterapia emprega o cavalo como agente promotor de ganhos a nível físico e psíquico. Esta atividade exige a participação do corpo inteiro, contribuindo, assim, para o desenvolvimento da força muscular, relaxamento, conscientização do próprio corpo e aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio.

A interação com o cavalo, incluindo os primeiros contatos, os cuidados preliminares, o ato de montar e o manuseio final desenvolvem, ainda, novas formas de socialização, autoconfiança e autoestima.

A prática da Equoterapia tem como objetivo oferecer benefícios físicos, psíquicos, educacionais e sociais de pessoas com deficiências físicas ou mentais e/ou com necessidades especiais, e está indicada para os seguintes quadros clínicos:

  • Doenças genéticas, neurológicas, ortopédicas, musculares e clínico metabólicas;
  • Sequelas de traumas e cirurgias;
  • Doenças mentais, distúrbios psicológicos e comportamentais;
  • Distúrbios de aprendizagem e linguagem.

Keyla Assunção

Jornalista formada há 19 anos, mas atua na área desde 1997. Possui agência de assessoria de imprensa e comunicação e escreve sobre inclusão. No portal VivaBem (UOL) é repórter de Alimentação.