Boas novas para portadores de LLA (Leucemia Finfoblástica Aguda)

Estudo traz nova perspectiva para pacientes adultos de tipo grave de leucemia ao anunciar resultados após cinco anos de tratamento com nova droga

Dados promissores divulgados durante o principal congresso de hematologia da Europa mudam o cenário da leucemia linfoblástica aguda (LLA) em pacientes adultos

 Pacientes adultos portadores de leucemia linfoblástica aguda (LLA) – um tipo de câncer de sangue muito agressivo e de progressão rápida, com cerca de 2.160 novos casos por ano no Brasil[1] – receberam novas perspectivas de tratamento durante o 24º congresso da Associação Europeia de Hematologia (EHA), realizado em Amsterdã, onde foram divulgados os resultados positivos da análise de sobrevida global de cinco anos do estudo de fase II BLAST, que revelou que mais da metade dos pacientes respondedores sobreviveram após o primeiro ciclo de tratamento com o anticorpo monoclonal BLINCYTO® (blinatumomabe), da Amgen.

O BLAST, maior estudo prospectivo já realizado para pacientes com LLA, apresentando doença residual mínima persistente, constatou que a sobrevida global dos pacientes com doença residual mínima (DRM), ou seja, de pacientes que ainda apresentam uma quantidade baixa da doença mesmo após tratamento com quimioterapia, tratados com blinatumomabe em segunda linha, foi de 36,5 meses, resultado que representa um avanço no combate à doença.

“A leucemia linfoblástica aguda é o câncer hematológico mais comum em crianças – e para esse perfil de pacientes apresenta alto índice de cura – mas em adultos o prognóstico da doença era muito ruim há alguns anos, já que o tratamento com quimioterapia não conseguia uma resposta completa na maioria dos casos, deixando um residual de células doentes que causavam recidivas ainda mais agressivas, mesmo em pacientes com transplante de medula óssea. Os resultados de 5 anos do estudo BLAST confirmam que o BLINCYTO® (blinatumomabe) é capaz de eliminar a DRM positiva e levar os pacientes à remissão molecular, mas mais do que isso, demonstram uma redução expressiva do risco de recaída após o transplante de medula óssea“, explica Nelson Hamerschlak, médico hematologista e hemoterapeuta do Hospital Israelita Albert Einstein e membro do Conselho Científico da Associação Brasileira de Leucemias e Linfomas (ABRALE).

O estudo de fase II BLAST testou a eficácia e segurança da molécula em 116 pacientes com DRM positiva com cromossomo Filadélfia (alteração celular presente em pacientes diagnosticados com LLA) negativo e leucemia linfoblástica aguda precursora de células B (o tipo mais comum de LLA) em remissão completa, após pelo menos três ciclos de tratamento com quimioterapia intensiva. Dos 116 pacientes, a sobrevida global foi avaliada em 110 pacientes com menos de cinco por cento de blastos leucêmicos, incluindo 74 pacientes que receberam transplante de células-tronco hematopoiéticas em remissão após o tratamento com BLINCYTO®.

“A presença de doença residual mínima é um forte preditor de recaída em pacientes com leucemia linfoblástica aguda. BLINCYTO® é a única imunoterapia dirigida para o CD19 que possui dados de sobrevida em cinco anos, com resultados que demonstram que a maior parte dos pacientes continuam em remissão após esse período. Em casos de LLA em adultos, esse dado representa um ganho sem precedentes já que, após 5 anos, há uma redução drástica da chance de recidiva. Há pouco tempo, esse prognóstico era absolutamente inimaginável para pacientes adultos com esse tipo de leucemia”, avalia Tatiana Castello Branco, diretora médica da Amgen Brasil.

Seguindo seu compromisso de transformar a vida dos pacientes com câncer e mantê-los no centro de tudo o que realiza, a Amgen vem trabalhando em parceria com a Sociedade Brasileira de Transplantes de Medula Óssea para a padronização de exames por citometria de fluxo para detecção de DRM em todo o Brasil. “O objetivo desse trabalho é garantir homogeneidade na qualidade dos exames, para que os pacientes recebam o melhor tratamento e obtenham sempre os melhores resultados”, finaliza o hematologista Hamerschlak.

Leucemia Linfoblástica Aguda

Leucemia linfoblástica aguda (LLA) é um câncer dos leucócitos caracterizado pela produção maligna de linfócitos imaturos (linfoblastos) na medula óssea. Na maioria dos casos, a leucemia linfoblástica aguda invade o sangue com razoável rapidez e pode se disseminar para outras partes do corpo, como os gânglios linfáticos, fígado, baço, sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal) e testículos nos homens.

Mesmo quando o paciente atinge resposta completa com os tratamentos quimioterápicos disponíveis, entre 30 a 58% dos pacientes ainda podem apresentar Doença Residual Mínima (DRM) positiva[2][3][4], ou seja, uma quantidade baixa da doença mesmo após tratamento com quimioterapia, o que pode resultar em uma recaída da doença em cerca de 87% dos pacientes2. Isso significa que mesmo que o tratamento com quimioterapia tenha sucesso, caso o paciente não apresente DRM negativa, a chance de desenvolver a doença novamente é maior e o prognóstico a cada recaída, é pior.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que para cada ano do biênio 2018/2019, sejam diagnosticados 5.940 casos novos de leucemia em homens e 4.860 em mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 5,75 casos novos a cada 100 mil homens e 4,56 casos novos para cada 100 mil mulheres1.

O risco de desenvolver leucemia linfoblástica aguda é maior em crianças de até 5 anos. Após essa idade, o risco declina lentamente até a faixa dos 20 anos, começando a aumentar lentamente após os 50 anos. Cerca de 40% dos casos de leucemia linfoblástica aguda acontecem em adultos. O risco de uma pessoa desenvolver leucemia linfoblástica aguda é inferior a 0,1%.[5].

Doença Residual Mínima (DRM)

A doença residual mínima (DRM) se refere à presença de células cancerígenas que permanecem detectáveis por métodos mais sensíveis, apesar de o paciente alcançar a remissão completa por avaliação convencional. A presença de DRM é considerada o fator prognóstico independente mais importante na leucemia linfoblástica aguda (LLA). A DRM só é mensurável por meio do uso de métodos de testes que detectam células cancerígenas na medula óssea com uma sensibilidade de pelo menos uma em 10.000, contra cerca de uma em 20 com a avaliação convencional baseada em microscópio.

Sobre o estudo BLAST

Maior estudo prospectivo em pacientes com leucemia linfoblástica aguda positiva para doença residual mínima, o estudo aberto multicêntrico, de braço único, fase II, avaliou a eficácia, segurança e tolerabilidade da molécula blinatumomabe em pacientes adultos com LLA de células B em remissão completa mas apresentando DRM positiva após três ou mais ciclos de quimioterapia intensiva.

O ciclo de tratamento com BLINCYTO® é composto de quatro semanas de infusão contínua intravenosa, seguidas de duas semanas de pausa. Os participantes receberam até quatro ciclos de tratamento e poderiam ser submetidos a transplante de células-tronco hematopoiéticas a qualquer momento após o primeiro ciclo, caso elegíveis.

O objetivo primário do estudo foi baseado na obtenção de DRM indetectável a partir de um ciclo de tratamento com BLINCYTO®.

Sobre BLINCYTO®

BLINCYTO® (blinatumomabe) pertence a uma nova classe de medicamentos – os anticorpos monoclonais biespecíficos – que possui um mecanismo de ação inovador obtido através da tecnologia BiTE®, que possibilita a ligação do anticorpo monoclonal a dois tipos diferentes de células ao mesmo tempo: de um lado o anticorpo se liga a uma célula (linfócito T) do sistema imune do paciente responsável por matar as células malignas e do outro lado, se liga à célula tumoral que precisa ser combatida. Essa ligação ativa e estimula a produção de mais linfócitos T e com isso, o medicamento faz com que o próprio sistema imune do paciente ataque e elimine as células tumorais.BLINCYTO® é aprovado, atualmente, em 57 países, incluindo todos os países da União Europeia, Canadá, Japão e Austrália.

Sobre a Tecnologia BiTE® 

A tecnologia de construção de anticorpos biespecíficos ativador de células T BiTE®, desenvolvida pela Amgen, é uma abordagem de tratamento inovadora que ajuda o sistema imunológico (células T) do corpo a atacar as células cancerígenas. A Amgen está estudando uma série de imunoterapias BiTE®, com alvos distintos, através de uma variedade de tumores hematológicos e tumores sólidos. A construção de anticorpo biespecífico BiTE® pode ser projetada para atingir um antígeno tumoral expresso por um tipo de célula de câncer e conectá-la às células T, com a intenção de fazer com que as células T injetem toxinas que desencadeiem a morte das células cancerígenas (apoptose). A Amgen está desenvolvendo construções de anticorpos BiTE® para atacar de forma específica numerosas neoplasias hematológicas e tumores sólidos.

Sobre a Amgen

A Amgen tem o compromisso de desvendar o potencial da biologia para pacientes que sofrem de doenças graves por meio da descoberta, desenvolvimento, fabricação e concretização de terapias humanas inovadoras. Essa abordagem começa com o uso de ferramentas como genética humana avançada para desvendar as complexidades da doença e entender as bases da biologia humana.

A Amgen está focada em áreas em que muitas necessidades médicas não são atendidas e faz uso de sua experiência para buscar soluções que melhorem os desfechos em saúde e que melhore muito a vida das pessoas. Pioneira em biotecnologia desde 1980, a Amgen cresceu e se tornou uma das empresas líderes em biotecnologia independente no mundo, atingiu milhões de pacientes pelo globo e está desenvolvendo um pipeline de medicamentos com potencial revolucionário.

Para mais informações, visite www.amgen.com.br/