Japão tenta, mas líder iraniano recusa mensagem de Trump


O Primeiro Ministro do Japão, Shinzo Abe, se reuniu nesta última quinta-feira (13), com o líder supremo do Irã, o Aiatolá Ali Khamenei, para tentar auxiliar nas relações diplomáticas especialmente entre o Irã, e os Estados Unidos.

O premiê trouxe uma mensagem do presidente americano, mas o líder supremo iraniano recusou, e disse que não havia sentido responder à Donald Trump, enquanto navios petroleiros foram atacados no Golfo de Omã, Irã.

“ Eu não vejo Trump, como alguém merecedor de qualquer troca de mensagens, e não tenho resposta para ele, agora ou no futuro”, afirmou Khamenei.

Um dos ataques aos petroleiros mencionados estava relacionado ao Japão.

Khamenei, afirmou que “é muito suspeito, que os ataques tenham ocorrido durante a visita de Abe a Teerã, já que o Japão era um dos principais compradores de petróleo iraniano até o mês passado, quando Washington ordenou que todos os países, inclusive o Japão, suspendessem as negociações de petróleo com o Irã, ou também enfrentariam sanções.

Em maio de 2018, o presidente americano, Donald Trump, retirou os EUA do acordo sobre o programa nuclear iraniano, o que provocou novas sanções econômicas mundiais ao Irã.

Washington também reforçou a presença militar na região, aumentando as tensões, entre os dois.

Preocupado, o presidente japonês conversou com o líder supremo iraniano sobre armas nucleares.

Ali Khamenei disse que “o Irã, não pretende fabricar ou usar armas nucleares.”

Para uma emissora japonesa, Abe disse:

“Hoje me encontrei com o líder supremo Khamenei e ouvi sobre sua crença na paz. Tenho isto em alta conta como um grande progresso rumo à paz e à estabilidade da região”.


Chadia Kobeissi

Jornalista formada no Líbano, em Beirute, com diploma revalidado pela USP e especialização em Civilização Árabe-Islâmica. Trabalhou como Correspondente Internacional para a Rfi, "Rádio França Internacional", que transmite também para a CBN do Brasil. Fundadora da Gazeta de Beirute, e autora do livro Estado Anti-Islâmico. Teve experiências incríveis em seus 8 anos de Oriente Médio, entendendo e desmistificando para o Ocidente, este outro lado do mundo.