Sexóloga holística fala sobre sexo como energia vital

Em 31 de julho (quarta-feira)  é comemorado o Dia do Orgasmo e Virginia Gaia aproveita a data para desmistificar temas tabus como Tantra e Magia Sexual

Falar sobre orgasmo ainda é tabu e aproveitar o momento em que o tema está em evidência devido a uma data comercial é bem importante além do apelo do comércio do mercado erótico. O orgasmo é tão buscado por todos que possuem vida sexual ativa, mas ainda cheio de mistérios para muitos além da dificuldade de boa parte das mulheres brasileiras em chegar ao clímax devido ao mais diversos fatores incluindo questões culturais, religiosas, vergonha de assumir a própria sexualidade e de falar abertamente sobre o assunto já que falar sobre sexo com naturalidade não é comum no país.

Virginia Gaia é sexóloga holística além de astróloga e aproveita o Dia do Orgasmo, comemorado em 31 de julho, para levantar algumas questões importantes sobre o tema e dar dicas para que o orgasmo seja alcançado mais facilmente por todos.

Começando do ponto que gozar e uma coisa e orgasmo é outra. Gozar geralmente está relacionado à ejaculação que nem sempre está ligada ao orgasmo: “Alguns homens, com o fortalecimento da musculatura pélvica e consciência corporal diferenciada, conseguem ter mais de um orgasmo sem ejacular. Outros, com ejaculação precoce ou anorgasmia, ejaculam sem atingir o orgasmo”, conta Virginia. E completa: “Orgasmo é o momento em que o organismo libera diversas substâncias químicas que causam a sensação de bem-estar e garantem o prazer”, explica Virgínia.

Virginia Gaia destaca que o orgasmo começa no cérebro que envia comandos ao corpo como batimentos cardíacos acelerados, respiração ofegante, liberação de neurotransmissores ligados ao prazer, entre outros comandos. Inclusive saber controlar a respiração pode ajudar na hora do orgasmo.

Segundo pesquisa do Projeto de Sexualidade da Universidade de São Paulo – Prosex – da Faculdade de Medicina da USP – metade das mulheres brasileiras não sente orgasmo nas relações sexuais ou tem dificuldade para chegar lá. A pesquisa entrevistou 3.000 pessoas com idade entre 18 e 70 anos, divididos em cinco faixas etárias em sete regiões: São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador, Belém, Porto Alegre e Brasília.

“O orgasmo é importante para a saúde física e emocional das pessoas já que é um curto-circuito que libera prazer por todo o corpo. E quando a pessoa está bem física e emocionalmente, ela se relaciona melhor com as outras pessoas, melhorando os relacionamentos interpessoais e principalmente com seus parceiros amorosos”, declara a sexóloga.

Marte e Vênus no Mapa Astral

2019 é um ano regido pelo planeta Marte que rege a ação e o desejo sexual  além de representar a força masculina que todos temos e o planeta Vênus que representa o feminino, que também está presente em todos nós, rege o prazer, a sedução e o amor. No mapa astral de cada um é possível verificar onde estão os dois planetas e como eles interferem na forma da pessoa lidar com a sexualidade. Na Mitologia, Marte e Vênus vivem uma das mais famosas histórias de amor da humanidade.

Tantra e Magia Sexual sem preconceitos

Um dos temas mais controversos e com muitos tabus e preconceitos é o Tantra ou Magia Sexual. Geralmente associado a uma atividade sexual promíscua o Tantra não é bem compreendido pela sociedade ocidental que costuma dissociar amor e sexo e ver a sexualidade como algo que deva ser “escondido” e Virginia Gaia apresenta abaixo algumas considerações sobre o Tantra em cima do conhecimento amplo que tem.

Tantra: a arte do amor

Às vezes parece difícil falar sobre amor sem cair na tentação dos clichês, mas o fato é que ele é a base do Tantra. Pena que, ao ter contato com esses ensinamentos milenares com raízes que remetem a mais de três mil anos a.C, houve quem os transformasse em uma porção de frases soltas de autoajuda. Mas o que o Tantra fala sobre amor é muito mais profundo do que isso.

De acordo com as escrituras encontradas na região que circunda a Cordilheira do Himalaya denominadas “Tantras” – de onde veio a palavra “Tantra” -, todo o Universo teria sido gerado a partir do casamento mágico de Shiva (a consciência e a polaridade masculina) com Shakti (a energia pura, aquilo que ainda está por se manifestar e a polaridade feminina). Esse seria o ato de amor primordial para a criação da vida. Longe de interpretar tal fábula apenas como mais uma versão para teorias criacionistas, essa metáfora deve ser encarada em seu caráter simbólico.

Primeiro, porque Shiva e Shakti estão dentro de todos nós. Assim como Sol e Lua, Noite e Dia (Lux e Nox), Positivo e Negativo, estes são opostos complementares presentes na composição alquímica de todos os seres. Afinal, deve-se atentar para o princípio hermético de que “o que está em cima é como o que está embaixo”. E a busca pelo fio condutor que une essas duas pontas é o caminho para o Nirvana ou a Iluminação no Tantra.

E qual seria a chama primordial que teria feito Shiva e Shakti se unirem? Nada que não o amor. Mas quando o amor aparece nesse mito, ele vem com uma carga simbólica que vai muito além do sentimento que inspira poemas há séculos. O amor, nesse caso, é análogo à Kundalini, a energia vital tântrica que também pode ser interpretada como a energia sexual.

Seria para o Tantra então amor sinônimo se sexo? A resposta é: sim e não. Sim, porque, em última instância, o que o Tantra preconiza há milênios é muito parecido com o que a psicanálise de Sigmund Freud estabeleceu há pouco mais de um século. O Eros é a pulsão da vida e a Libido é a energia motriz do ser humano. Mas, no caso da visão tântrica, há uma diferença baseada em uma percepção sutil: o Tantra fala dessa energia como algo que circula pelo corpo e que pode ser experimentado de forma mística, em rituais que incluem até o ato sexual em si como é o caso do Maithuna, o ato sexual tântrico.

Porém, há de se considerar o que é muito comumente ignorado pelo senso comum: o fato de que apenas cerca de 7% de todo o conteúdo das escrituras tântricas tratam de técnicas sexuais. Os demais 93% cobrem diversos outros temas por vezes ignorados por aqueles que fazem do Tantra uma coleção de frases prontas sobre sexo e relacionamento. O amor tântrico deve ser encarado como uma fórmula mágica.

No Ocidente, quando o Vama Marga Tantra – o chamado Caminho da Mão Esquerda Tântrico – passou a ser estudado seriamente por grupos ocultistas, essa interpretação foi explorada no que ficou conhecido por Magia Sexual. Da Sociedade Teosófica de Helena Blavatsky, passando pela emblemática Ordem Hermética da Aurora Dourada e, posteriormente, pela Ordo Templi Orientis do controverso ocultista inglês Aleister Crowley, todos os grupos que se aprofundaram no tema da relação entre sexualidade e espiritualidade encararam os ensinamentos tântricos de maneira mais abrangente do que mera dissertação retórica sobre a arte de amar.

Segundo essa visão, que é sustentada por estudos acadêmicos dos mais relevantes, o amor no Vama Marga Tantra é um valor arquetípico que pavimenta o acesso ao inconsciente. Ele é, antes de qualquer coisa, o que Crowley chamou de “Grande Obra”, um mergulho do ser tântrico dentro de si mesmo ao explorar a sexualidade em busca de sua “Verdadeira Vontade” em um procedimento similar ao definido pelo psicoterapeuta Carl Jung quando conceituou o seu Processo de Individuação.

Dessa forma, a arte de amar no Tantra é um caminho mágico que contempla um conjunto de sentimentos e sensações místicas, o que inclui a sexualidade, mas também a transcende. Esse é o real significado da palavra AGAPE, que em grego significa “amor”, mas que para o buscador do Vama Marga Tantra, significa também o encontro com o seu EU mais profundo. Afinal, para o Tantra, não existe verdade absoluta que não seja a de que o Amor é a Lei; Amor sob Vontade!

Sobre Virginia Gaia

Astróloga e taróloga há mais de 20 anos, Virginia Gaia estuda temas relacionados à religião e à mitologia comparadas desde a pré-adolescência. Nativa do signo de Escorpião e com Ascendente Capricórnio, em sua contínua busca pelo autoconhecimento, teve contato com as práticas tântricas por meio de diferentes fontes. Buscou aprofundamento em diversos temas relacionados às chamadas Ciências Herméticas, o que inclui o Tantra ou Magia Sexual, nomenclatura pela qual as técnicas tântricas são mais conhecidas no mundo ocidental. 

Propagadora do Vama Marga Tantra, Virgínia foi iniciada no Vajrayana – o chamado Budismo Tântrico ou Budismo Tibetano – além de ter sido integrante de grupos esotéricos fechados para estudo do hermetismo em diversas vertentes, incluindo Ordens Iniciáticas e Ocultistas de cunho Maçônico.

Em paralelo, também é certificada com a Capacitação em Sexualidade, pela ABEME – Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual.  E desenvolve trabalhos nas áreas de sexualidade e como coach de relacionamentos com uma pegada holística que une todas as fontes de conhecimento com as quais trabalha.

Virginia Gaia atende presencialmente e também online e une o conhecimento em todas as áreas que atua para desenvolver uma forma holística e única para cada pessoa atendida. Para conhecer mais sobre o trabalho da profissional acesse o site www.virginiagaia.com.br e as redes sociais: