Imunização abaixo da média preocupa especialistas

O Brasil tem enfrentado nos últimos anos uma queda significativa na cobertura vacinal, 7 das 8 vacinas obrigatórias na infância tiveram números abaixo do esperado pelo Ministério da Saúde.

Para pesquisadores e especialistas o maior medo da população é pela possível reação da vacina, 45% temem os efeitos colaterais. Outro número que preocupa é o de pessoas que procuram informações apenas na internet, são 32% o que favorece as fake news sobre o assunto.

Na primeira semana de setembro deste ano aconteceu em Fortaleza, no Ceará, o XXI Congresso de Imunização realizada em parceira com a Sociedade Brasileira de Imunização (Sbim) o evento teve como objetivo debater as novas práticas de vacinas e os recentes surtos de algumas doenças que estavam praticamente erradicadas no Brasil como febre amarela e sarampo.

Para os especialistas o medo ou a hesitação na hora de se vacinar, aliado a falta de percepção do risco de algumas doenças que, pelo fato de, até então, ter uma alta cobertura de vacinação, não se tinha mais registro da doença por muitos anos, como a febre amarela silvestre, são alguns dos motivos para a queda da taxa de cobertura vacinal.

Para a infectologista Rosana Richtmann, do Instituto Emilio Ribas , “Nós precisamos de uma cobertura de 95% e estamos bem longe disso…”

Em 2018 o índice de vacinação variou entre 70,7% e 83,9% apenas a BCG que protege contra formas graves de tuberculose ficou acima dos 90%, “ Ou nós temos uma população devidamente protegida, e isso só se faz através da vacina, ou teremos a volta de doenças como acontece com o sarampo”. Disse a doutora Rosana.

O Programa Nacional de Imunização (PNI)  que completa 46 anos este ano, é referencia mundial, disponibilizando todas as vacinas recomendadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde) de forma gratuita para a população.  Por anos são mais de 300 milhões de dose de vacinas aplicadas


Felipe Nascimento Cruz

Paulistano, com formação em jornalismo e publicidade. Um ex jogador de futebol que acredita que a comunicação pode mudar o mundo.