Proibição de venda de animais de estimação gera debate em São Paulo

Em Santos, litoral paulista, já é uma realidade, a lei 1051/19 foi sancionada pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa do PSDB que proíbe a comercialização de animais na cidade. O projeto de lei complementar de autoria do vereador Benedito Furtado (PSB) tem como objetivo impedir que canis, gatis, pet shop ou qualquer estabelecimento que venda animais tenha seu alvará renovado ou novos concedidos.
Durante esta semana o debate em relação ao projeto levou manifestantes contra e favor a Assembleia Legislativa (Alesp) em São Paulo. Donos de canis se mobilizaram para reivindicar o direito de poder vender os Pets.
A proposta que tem apoio de ONGs e defensores dos animais alega que os locais de venda são “verdadeiras fabricas de filhotes. As matrizes, confinadas, muitas vezes são mal alimentadas e maltratadas. Seus filhotes são tirados antes mesmo do desmame e levados para serem vendidos”.
Outro ponto defendido pelos que são a favor da proibição é o fato dos animais de estimação serem tratados como um produto, alimentando um comercio. A agencia de notícias de Direitos de Animais (ANDA) entende que o animal é um ser senciente, pois tem a capacidade de sentir, e não pode ser tratado como uma mercadoria.
Pelo lado dos que são contra o projeto de lei, donos de Canis defendem o direito de poder comercializar os Pets, e entendem que todo o custo com o tratamento do animal como: veterinário, vacinas e manutenção, são pagos com a venda. Além de criticar a generalização de quem maltrata os animais.
A proprietária do Canil Eleakim em Suzano, São Paulo, Nilza Chapeta (49) afirma que o que falta é uma fiscalização em cima dos estabelecimentos que não seguem a lei “precisa ter um veterinário no local, sou a favor de uma criação consciente e fiscalizada”.
Segundo o IBGE o mercado pet deve faturar 20 bilhões em 2020 no Brasil, são mais de 130 milhões de animais de estimação no país. Dados da Associação Brasileira da Industria de Produtos para Animais de Estimação (ABINPET) mostram que os gastos com alimentação são responsáveis por 70% desse mercado. O Brasil se tornou o segundo maior mercado de pet do mundo atrás apenas dos Estados Unidos.


Felipe Nascimento Cruz

Paulistano, com formação em jornalismo e publicidade. Um ex jogador de futebol que acredita que a comunicação pode mudar o mundo.