São Paulo Registra 3 mortes por sarampo

Campanha de vacina na estação do metro em São Paulo – foto Aloiso Mauricio

A campanha nacional de vacinação contra o sarampo acabou no último dia 30 de agosto, mas mesmo com toda a mobilização, foram confirmadas pela Secretária Estadual de Saúde ao menos 3 mortes na grande São Paulo por conta da doença. Uma menina de 4 meses, um menino de 9 meses e um adulto de 42 anos.

Segundo a Secretária de Saúde o homem não tinha registro de vacina, já as crianças, a menina não tinha idade para tomar a vacina e o menino já poderia tomar a vacina a partir do 6 meses, mas foi infectado antes de se vacinar. O estado de São Paulo não registrava uma morte por sarampo desde 1997 quando 23 pessoas morreram da doença.

Segundo o Boletim de Sarampo do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) foram registrados 4.138 casos suspeitos de sarampo sendo 967 confirmados, 513 descartados e 2.658 que ainda estão em investigação (dados atualizados agosto 2019).

Outro estado que também registrou uma morte foi Pernambuco, na última segunda feira (2) a Secretária de Saúde confirmou que um bebê de 7 meses em Taquaritinga do Norte, que fica no agreste pernambucano, foi a quarta vítima fatal de sarampo no Brasil em 2019.

O Brasil que já perdeu o certificado de país livre do sarampo teve um aumento de 18% nos casos em relação ao último boletim de informações (agosto) segundo o Ministério da Saúde só nos últimos 2 meses mais de 20 mil casos suspeitos foram notificados, e pelo menos 2.109 confirmados em todo o país.

O que é o sarampo?

O sarampo é uma doença viral infectocontagiosa provocada por um morbilivirus e transmitida por secreções da pessoa que está doente, como espirro, tosse ou ao falar. Os primeiro sintomas são febre alta e manchas avermelhadas pelo corpo.

A campanha atual foi focada em pessoas entre 15 e 29 anos de idade que não lembram ou não tomaram duas doses da vacina após o primeiro ano de vida, mas a nova recomendação é que todos devem ser vacinados, independente do seu histórico vacinal, para fazer uma espécie de cordão de isolamento contra o vírus. A doutora Rosana Richtmann, médica infectologista do Instituto Emílio Ribas, afirma que “vacina nunca é demais (…) e a única forma de controlarmos essa doença é aderindo à campanha”.

Vacina MMR contra sarampo, caxumba e rubéola – foto divulgação

Vacina

A Tríplice Viral (SCR) é uma vacina atenuada (vírus vivo enfraquecido) do sarampo, da rubéola e da caxumba e contém traços da proteína do ovo na sua produção. Ela é contra-indiciada para gestante, menor de 6 meses ou quem faz alguma terapia imunossupressora.

São necessárias pelo menos 2 doses dessa vacina após o primeiro ano de vida, segundo a doutora Rosana mesmo depois do 6 meses é preciso tomar os reforços “pois a resposta da vacina é melhor após 1 ano de idade”.


Felipe Nascimento Cruz

Paulistano, com formação em jornalismo e publicidade. Um ex jogador de futebol que acredita que a comunicação pode mudar o mundo.