Ciência pode estar perto da cura contra o HIV

O ano de 2019 pode ser marcado por vários acontecimentos importantes no mundo e um deles é o avanço na possível cura contra o HIV. Após a 10ª Conferência Mundial Cientifica Sobre HIV (IAS 2019) que aconteceu na cidade do México, um relatório apresentado por cientistas mostrou que cinco pacientes que tomaram a vacina contra o HIV não apresentam mais o vírus a pelos menos sete meses. A vacina estimula o sistema imunológico do paciente a produzir anticorpos contra o vírus causador da AIDS.  

A técnica desenvolvida por pesquisadores na Espanha combina duas vacinas contra o HIV e mais uma droga usado no tratamento contra o câncer, foram 24 pessoas ao todo que participaram do estudo e em 5 casos o vírus não foi mais diagnosticado. Apesar de ainda ser em baixa escala o estudo aponta para um avanço importante após cerca de 30 anos de tentativas no tratamento nesta área contra o HIV, os pacientes não precisam tomar os comprimidos antirretrovirais que inibe a multiplicação do HIV no organismo, o que mostra a eficacia da vacina.

foto:Hailshadow/istock

Outra pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) também tenta descobrir a cura da doença através de uma superterapia que utiliza medicamentos e substancias que matam o vírus no momento da replicação e elimina as células em que o HIV fica adormecido.

Sobre a AIDS no mundo

A Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é uma doença crônica que atinge o sistema imunológico do paciente causada pelo vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) o que faz com que a pessoa infectada fique com uma imunidade mais baixa isso aumenta a chance de outras doenças.

Relações sexuais desprotegidas, transfusão de sangue contaminado, compartilhar seringa de drogas injetáveis e os riscos de da mãe passar para o filho durante a gravidez, parto ou na amamentação são as principais formas de contaminação do vírus. A vacina será testada no Brasil ainda este ano, além de EUA, Argentina, Itália, México, Peru, Polônia e Espanha. Serão 3.800 voluntários.

A Organização Mundial da Saúde definiu 1 de dezembro como dia mundial de combate a AIDS, o objetivo é conscientizar e desenvolver ações na luta contra a doença, hoje são 36,7 milhões de pessoas que vivem com o vírus em todo o mundo.


Felipe Nascimento Cruz

Paulistano, com formação em jornalismo e publicidade. Um ex jogador de futebol que acredita que a comunicação pode mudar o mundo.