Citomegalovírus, o vírus que quase todo mundo tem e não sabe

Citomegalovírus pode até ter um nome complicado, mas é um vírus bem comum na maioria das pessoas. Conhecido pela sigla CMV ou “doença do beijo”, faz parte da família do herpesvírus o mesmo da herpes simples ou da catapora. É provável que maioria da população já tenha entrado em contato com ele durante a vida, normalmente quando criança ou na adolescência, na maior parte das vezes a doença não se manifesta ou tem sintomas comuns como febre baixa ou mal estar.

O CMV pode causar complicações em pessoas com o sistema imunológico enfraquecido ou em recém nascidos caso a mãe contraia o vírus durante a gravidez. Quem for infectado leva o vírus por toda a vida, podendo se manifestar em caso de baixa imunidade.

Os riscos para os bebês infectados são bem mais preocupantes, pesquisas apontam que entre 5% e 15% dos casos podem desenvolver problemas como: dificuldade auditiva, algum tipo de atraso de desenvolvimento psicomotor e deficiência visual. Segundo o infectologista Ricardo Lobo, pessoas com HIV ou transplantados tem a imunidade mais baixa “nesses casos há risco de vida”

O citomegalovírus pode ser transmitido por vias respiratórias como: tosse ou saliva, secreção brônquica e da faringe servem também como uma via para a transmissão do vírus. Outras formas como transfusão de sangue, relações sexuais e até mesmo por objetos como xícaras ou talhares, mesmo que não muito comuns, podem transmitir o CMV. Por ser tão comum a estimativa é que entre 60% e 90% dos adultos já tiveram contato com o vírus, é quase impossível viver sem ser infectado.

Ainda não existe um tratamento especifico para a doença, afirma o infectologista Ricardo Lobo, em geral o vírus acaba regredido de forma espontânea, em casos mais graves da doença é recomendado o uso de alguns antivirais sob prescrição médica.


Felipe Nascimento Cruz

Paulistano, com formação em jornalismo e publicidade. Um ex jogador de futebol que acredita que a comunicação pode mudar o mundo.