Epidemia de sífilis no Brasil: estimativa de cerca de 400 novos casos por dia

O Brasil vive uma epidemia de Sífilis. Segundo o boletim epidemiológico da Secretária da Saúde, entre 2010 e 2018 tivemos um aumento de mais de 4 mil % nos casos em todo o país. Em 2018 foram registrados mais de 158 mil casos. Os números alertam a comunidade médica, não apenas no Brasil, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que cerca de 1 milhão de pessoas são infectadas por dia no mundo inteiro.

Sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema Pallidum, o nome pode até ser complicado, mas a doença é bem séria e comum. Com aumento de mais de 28% em relação a 2017 segundo o Ministério da Saúde, os jovens entre 20 e 29 anos de idade são os mais infectados, para a maioria dos especialistas esse aumento está relacionado, principalmente, pelo não uso de preservativo na relação sexual, a estimativa é que menos de 70% dos brasileiros usam camisinha regularmente.

Uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2016, mostrou que entre os jovens de 14 e 15 anos, iniciando a vida sexual, apenas 66,2% usaram camisinha na última relação.

Para a médica Rosana Richtmann, infectologista do Hospital Emílio Ribas em São Paulo, O Brasil vive uma epidemia da doença, “Temos notificado no nosso país uma previsão que pelos menos 400 pessoas são infectadas pelo Treponema Pallidum, que é o agente etiológico da sífilis, diariamente”.

Tipos de sífilis

Sífilis primaria: Normalmente acorre entre 10 e 90 dias após a infecção. Pode aparecer uma lesão na região afetada e não costuma causar dor.

Sífilis secundária: Se não tratada o tipo primário, a doença pode evoluir atingir alguns órgãos e aumentam o tamanho das lesões. Nesse período o vírus pode ficar latente, sem necessariamente causar manifestação clínica.

Sífilis terciária: O período latente pode durar até 20 anos para se manifestar, a doença pode inflamar ainda mais, destruindo tecidos podendo causar até a morte em alguns casos.

Sífilis congênita: Esse caso acontece quando a mãe, infectada, transmite a doença para o filho durante a gestação ou parto.

Tratamento

O tratamento mais indicado pelos médicos é através de penicilina, um antibiótico usado contra infecções causadas por bactérias mais sensíveis, como é o caso da sífilis.

O estado de São Paulo teve o maior número de casos registrados, em 2018 foram 37.407, mas Santa Catarina tem os maiores índices, para cada 100 mil habitantes 164,1 tem a doença, já que estado tem pouco mais de 6 milhões de pessoas. Alagoas registra o menor índice, são 16,1 para cada 100 mil, segundo o Ministério da Saúde.


Felipe Nascimento Cruz

Paulistano, com formação em jornalismo e publicidade. Um ex jogador de futebol que acredita que a comunicação pode mudar o mundo.