Coronavírus já matou mais de 50 pessoas; 12 países registraram casos

A China registrou 56 mortes (até o momento) em decorrência do coronavírus

O mundo inteiro está em alerta por conta da nova epidemia do coronavírus que já matou mais de 50 pessoas na China e foram confirmados quase dois mil casos em todo o mundo. O Ministério da Saúde informou que, até o momento, não há nenhum caso suspeito no Brasil.

Esta semana uma mulher brasileira de 35 anos de idade de Minas Gerais que esteve em Xangai na China apresentou alguns sintomas parecidos com o coronavírus, mas a pasta destacou em seu site que “o caso não se enquadra na definição de suspeito pela Organização Mundial da Saúde (OMS).”

A Secretária de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) notificou que a paciente chegou em Belo Horizonte no sábado (18) vinda da cidade de Xangai na costa central da China, “com sintomas respiratórios compatíveis com a doença respiratória viral aguda”. Com surto da doença no país asiático a suspeita foi levantada, mas segundo o ministro substituto da saúde João Gabbardo, não existe nenhum caso no Brasil, “O Ministério da Saúde tem obrigação de esclarecer e não gerar pânico desnecessário a população e estamos trabalhando junto com as secretárias estaduais com essa finalidade. A nossa rede laboratorial está preparada para realizar os testes e fazer os diagnósticos” destacou o ministro.

2019-nCoV é nome técnico do coronavírus

O vírus foi descoberto em 1960 e o atual surto é causado por uma espécie de mutação da família coronavírus chamado tecnicamente de 2019-nCov. Em dezembro de 2019 a OMS emitiu o primeiro alerta sobre uma “pneumonia misteriosa” na província de Wuhan, um importante centro comercial com mais 11 milhões de habitantes na China.

Segundo a médica infectologista do Instituto Emílio Ribas em São Paulo, Rosana Richtmann, o vírus começou em um mercado de peixes em Wuhan, “o coronavírus tem uma relação com os animais, tem animal que tem esse vírus, alguns exemplos são: gato, camelo no oriente médio, morcego(…).

Um estudo publicado pelo Journal of Medical Virology, um periódico que cobre pesquisas sobre vírus, indicou que o coronavírus pode ter sido transmitida para o homem através da carne de cobra ou de morcego, que são de consumo comum na China.

A doutora Rosana lembra que a infecção pode ter acontecido nessa relação homem e animal, “esse vírus pode ter uma pequena mutação e ai a gente pode transmitir de pessoa para pessoa, infelizmente é o que estamos vendo dessa vez”.

Além da China, outros onze países, até o momento, confirmaram casos da doença. Arábia Saudita, Canadá, Malásia, Austrália, Coréia do Sul, Estados Unidos, Nepal, Japão, Singapura, Tailândia, na última sexta feira (24) foram notificados os primeiros casos na Europa, nas cidades de Paris e Bordeaux na França.

Por conto do surto dessa doença respiratória, O Ministério da Saúde criou um centro de operações de emergência (COE) –coronavírus , para monitorar a situação junto a OMS. A ideia é que mesmo sem nenhum caso registrado no Brasil, a rede publica esteja preparada para um eventual surto.

O COE é composto, além do MS, por técnicos especializados em saúde pública, a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS), a agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o Instituto Evandro Chagas (IEC) entre outros.

Inicialmente os sintomas são de um quadro clínico respiratório comum, febre, dor no corpo, tosse, falta de ar e dificuldade respiratória. A organização Mundial da Saúde recomenda como prevenção cozinhar bem os alimentos como carne e ovo, lavar as sempre as mãos e cobrir a boca e o nariz ao espirrar.


Felipe Nascimento Cruz

Paulistano, com formação em jornalismo e publicidade. Um ex jogador de futebol que acredita que a comunicação pode mudar o mundo.