Febre amarela volta a preocupar população

mosquito aedes aegypti: transmissor da febre amarela

A chegada do verão aliada ao aumento das chuvas é um cenário perfeito para doenças transmitidas por mosquitos, é o caso da febre amarela. O Ministério da Saúde confirmou pelo menos 38 mortes de macacos no sul e sudeste, com a doença. São 34 no Paraná, 3 em São Paulo e 1 em Santa Catarina, além de 1087 notificações de casos que, ainda estão em investigação, em todo o país.

Os dados do Boletim Epidemiológico publicada na última quarta feira (15) referentes de julho 2019 a janeiro deste ano, alertam, novamente, para um possível surto da doença. O médico infectologista Ricardo Lobo lembra que o vírus não está circula na cidade “por mais que o Aedes Aegypti (mosquito da dengue) seja um potencial transmissor, atualmente ele não está transmitindo a doença” neste momento só existe registro da febre amarela silvestre, ou seja, é a doença transmita pelo mosquito que vive no campo ou floresta. O que pode ser considerada uma boa notícia, já que a febre amarela urbana foi registrada pela última vez em 1942 no Brasil

Os sintomas são parecidos com o da dengue, segundo o doutor Lobo febre, dor no corpo e icterícia (coloração amarela na pele e olhos) são comuns, além de em alguns casos pode acontecer sangramentos.

As regiões sul e sudeste tem um baixo nível de vacinação, por isso o Ministério da Saúde ira focar a campanha nessas regiões. A vacina é dose única e pode ser realizada a partir dos 9 meses de vida até os 59 anos de idade.

vacina contra febre amarela

Esquema de vacina

  • Criança até 4 anos: 2 dose. aos 9 meses e 4 anos
  • A cima dos 4 anos: dose única

Quem não deve tomar a vacina

  • Crianças abaixo de 6 meses de idade.
  • Indivíduos infectados pelo HIV, sintomáticos e com imunossupressão grave comprovada por exame de laboratório.
  • Pessoas com imunodepressão grave por doença ou uso de medicação.
  • Pacientes que tenham apresentado doença neurológica desmielinizante no período de seis semanas após a aplicação de dose anterior da vacina.
  • Gestantes, salvo em situações de alto risco de infecção, o que deve ser avaliado pelo médico;
  • Mulheres amamentando bebês com menos de 6 meses. Se a vacinação não puder ser evitada, suspender o aleitamento materno por 10 dias. Procure o pediatra para mais orientações.
  • Pacientes submetidos a transplante de órgãos.
  • Pacientes com câncer.
  • Pessoas com história de reação anafilática relacionada a substâncias presentes na vacina (ovo de galinha e seus derivados, gelatina bovina ou outras).
  • Pacientes com história pregressa de doenças do timo (miastenia gravis, timoma, casos de ausência de timo ou remoção cirúrgica). fonte: Sbim: Sociedade Brasileira de Imunizações


Felipe Nascimento Cruz

Paulistano, com formação em jornalismo e publicidade. Um ex jogador de futebol que acredita que a comunicação pode mudar o mundo.