Bailarina de Jesus!

Carol Marrul, bailarina, coreografa, palestrante e pastora faz sucesso entre o público jovem.

Conversamos com a “bailarina de JESUS”, como a Carol Marrul se intitula sobre os desafios que ela enfrenta no dia a dia, a quebra de tabus, o sucesso com os jovens e apresentações e espetáculos pelo Brasil.

Carol Marrul é graduada e licenciada em Dança e Movimento pela Universidade Anhembi Morumbi. Formada em ballet clássico pela Escola de Ballet Evelyn. Professora de ballet credenciada da Escola Nacional de Cuba. Pesquisadora das técnicas de Jazz e Dança Contemporânea. Já estudou com diversos profissionais renoma

dos como Eduardo Bonnis, Jorge Pena, Neide Rossi, Roseli Rodrigues, Edy Wilson, Andreia Pivatto, Ricardo Scheir, Liliane de Drumont, Umberto da Silva, Franscico Ribeiro, Caio Nunes, Cristina Cará, Erika Novachi, Fernanda Chama e outros. Atualmente é integrante da Raça Cia de Dança, dirigida por Jhean Alex, onde atua como bailarina. Atua como professora de Dança desde 1999, em Escolas de Dança e Igrejas. É Diretora da Cia Tribo de Dança, onde coreografou diversos espetáculos e Vídeo-Clips, além de ministrar aulas em nome da companhia em todo o território nacional. Atua como professora no Anacã, Estúdio Broadway e Academia São José.

Como surgiu seu interesse pela dança?

Carol – Quando eu tinha 10 anos meu pai começou a trabalhar como representante comercial de uma marca de roupas e artigos de Dança chamada Capézio. E eu me interessei em começar a dançar.

Como é ser uma bailarina pastora?

Certamente é um chamado de Deus. Eu me aprofundei na dança ao ver a necessidade de haverem pessoas preparadas tecnicamente e artisticamente dentro das igrejas. Entendo esse ofício como uma responsabilidade e um privilégio.

Qual o seu maior desafio?

Quebrar a barreira do preconceito. Fazer com que entendam a importância das artes dentro das igrejas para que haja valorização da mesma. E criar um relacionamento e uma comunicação mais efetiva com o grupo de louvor da igreja.

Há 16 anos você fundou a Cia Tribo de Dança. Como tudo começou e por que criar um grupo específico que une balé, arte e evangelismo?

Sinceramente quando fundei a Cia Tribo eu não sabia por quê, apenas obedeci àquilo que Deus colocou no meu coração e confirmou de diversas maneiras.

Hoje eu entendo que a arte tem um poder de ministrar, tocar corações, curar, transformar, aproximar as pessoas de Deus.

Cada vez que vejo isso acontecendo é como se eu fosse Renovada no meu ânimo para continuar. E continuo mais forte, sabendo que estamos no caminho certo.

Como prepara as coreografias dos espetáculos que o grupo apresenta? É sempre focado na evangelização?

Primeiro deve nascer no coração de Deus, busco inspiração do céu, direção de Deus e, é claro, muito estudo técnico da dança, das tendências, e como posso trazer algo diferente para aquele trabalho coreográfico. É ficar na sala, na frente do espelho, fazendo e refazendo milhares de vezes até sair do jeito esperado. É ficar ouvindo a música no carro e imaginar a coreografia e os dedinhos dançando no volante. É deitar no travesseiro e dormir pensando naquela coreografia. De fato, é uma imersão.

Você tem feito sucesso principalmente entre jovens evangélicos através das apresentações de dança, inclusive tem alcançado muita gente. Como atingiu sucesso tão rápido?

Não foi o sucesso que chegou rápido, mas o que eu sei é que eu trabalho muito e a palavra excelência faz parte do meu vocabulário desde sempre.

Até pouco tempo atrás, a dança não era comum nas igrejas. Você enfrentou alguma barreira quando começou? Se sim, como superou?

Enfrento até hoje. Acredito que não adianta brigar e nem se rebelar. Sinto-me responsável por ensinar as pessoas sobre a importância das artes e quais as necessidades para que elas funcionem bem.

Qual seu maior objetivo como pastora e bailarina? E quais são seus planos para o futuro?

Luto para que a arte cristã seja reconhecida como uma arte de qualidade. Para que ela seja valorizada na Igreja e fora dela. Meus projetos de espetáculos, eventos, flashmobs são para que, cada vez mais, esses objetivos sejam alcançados. Uma escola de artes é algo que almejo, e sei que através dela muitos artistas serão formados para compor com excelência e unção as futuras gerações.

Sobre a Carol Marrul :

Como bailarina já atuou em diversos Shows, coreografou para diversas Bandas do segmento Gospel como: Bride, Inesquecível, Renascer Praise, Banda DOPA e Thalita Pagliarin. Participou de diversos eventos como abertura da World Skils 2015, Criança Esperança, Feira do Automóvel, Expo Cristã, Prêmio Bradesco, Prêmiação Volkswagen e etc. Já atuou em alguns musicais e programas de Televisão, dentre eles: O Rei Leão, A Fantástica Fabrica de Natal, Novela: Dance, Dance, Dance e Programa A Grande Chance, na Rede Bandeirantes.

Recebeu diversos prêmios em festivais de Dança como Passo de Arte, ENDA, SESC em Dança, Ribeirão em Dança e etc, inclusive alguns prêmios como “Melhor Coreógrafa”. Vencedora do Campeonato de Dança no Programa Silvio Santos e Semi Finalista do Programa Se Ela Dança Eu Danço, ambos do SBT.

@carolmarrul @tribodedanca @grupoopera