O médico que descobriu como evitar mortes em hospitais apenas lavando as mãos.

Médico húngaro Ignaz Semmelweis /Foto: ullstein bild/ullstein bild via Getty Images

Na década de 1840 o médico húngaro Ignaz Semmelweis tentou implementar um gesto simples nos hospitais de Viena, lavar as mãos para reduzir o número de mortes durante os partos.

Parece simples, mas durante parte do século 19 a taxa de mortalidade dos hospitais, era muita alta. E um dos principais motivos era a falta de higienização. Os médicos não sabiam que podiam evitar muitas mortes por infecção hospitalar lavando as mãos.

Pioneiro na antissepsia, oSemmelweis não teve muito sucesso na época. A classe médica não via com bons olhos o fato dele fazer um apelo para que as mulheres não parissem em hospitais pelo risco de morte por febre puerperal, uma infecção comum logo após o parto.

Hoje ele é reconhecido como o homem descobriu como evitar contágios apenas lavando as mãos, o médico ajudou a salvar milhares de vida com esse gesto simples no século XIX. Quase duzentos anos depois, o Covid-19 faz o simples ato de lavar bem as mãos ganhar status de salvador de vidas novamente.

Nascido em 1818 em Buda, atual Budapeste na Hungria, estudou medicina na Universidade de Viena e começou a identificar uma incidência de infecções pós-parto que poderia ser reduzida com uma medida relativamente simples, a desinfecção das mãos em clínicas obstétricas. Ele propôs que os profissionais de saúde lavassem as mãos com hipoclorito de cálcio para diminuir a alta taxa de mortalidade no Hospital de Viena, que tinha o triplo de mortes das clinicas obstétricas fora.

Por não conseguir uma explicação técnica, essa pratica não foi aceita pela comunidade cientifica da época. Semmelweis acabou internado em um manicômio e morreu aos 47 anos justamente por uma infecção febril ao qual dedicou a vida para combater.

Somente anos depois de sua morte, Louis Pasteur, cientista francês que ficou conhecido por suas descobertas na prevenção de doenças reconheceu à teoria de Semmelweis que os microrganismos são as causas de muitas doenças mesmo dentro de ambientes hospitalares.

Como lavar as mãos

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Hoje com a pandemia do coronavírus milhares de pessoas estão acabando com os estoques de álcool gel, também reconhecido pela ciência com um importante agente contra o vírus. Desenvolvido inicialmente para segmentos de saúde, em especial hospitais o que ampliava a prevenção contra infecção hospitalar.

O médico Ricardo Lobo, infectologista do Hospital Dia de Cidade Ademar em São Paulo fala sobre a importância da higienização das mãos dentro dos ambientes médicos “para não levar infecção de um paciente para outro”.

O Covid-19 trouxe um novo desafio para área médica, segundo Lobo, “por conta do coronavirus, lavar as mãos ganha uma importância ainda maior” (…)” é uma medida barata que resolve muito”.

O álcool em gel facilitou o combate a vírus e bactérias pela praticidade e secagem rápida, mas o simples gesto de lavar bem as mãos que salva vidas há muitos anos deve entrar na prática de todo mundo dentro ou fora dos hospitais.


Felipe Nascimento Cruz

Paulistano, com formação em jornalismo e publicidade. Um ex jogador de futebol que acredita que a comunicação pode mudar o mundo.