Com mais casos que Espanha e Itália, Brasil se torna o quarto país com mais infectados pela COVID-19 no mundo

Foto: Agência Brasil

Neste sábado (16) o Ministério da Saúde confirmou mais 816 mortes nas últimas 24 horas pelo novo coronavírus no Brasil, o país chegou a 15.662 (dados 19hs de ontem) óbitos. E em números de casos confirmados da doença passou a Itália e a Espanha se tornando o quarto país com mais infectados pela COVID-19 no mundo.

Em um ranking que não existem vencedores o país só está atrás do Reino Unido que tem 240 mil casos confirmados e mais de 34 mil mortes, a Rússia com 282 mil casos, mas que tem um número relativamente baixo de mortes, 2.631 e os Estados Unidos, atual epicentro da doença com mais de 1,5 milhão de infectados e quase 90 mil mortes.

O Brasil registrou quase 90 mil pessoas recuperadas, mas viu nos últimos três dias consecutivos, uma escalada de recordes no número de mortes, na última sexta feira (15) 824 pessoas que perderam a vida em decorrência da doença.

Enquanto na Europa a Espanha com mais de 231 mil casos e 27 mil mortes, e a Itália com 225 mil e 31.763 mortes, começam flexibilizar a quarentena graças à queda de novos casos de infectados, por aqui a curva tem crescido. Somente em números de mortes ouve um aumento de 50% em relação à semana passada e foram registrados 14.919 novos casos somente no sábado. São Paulo segue como o estado com maior número de casos, 61.235 e 4.688 mortes, o Centro de Contingência do Coronavírus criado para monitorar os casos no estado defende o lockdown o que já está sendo estudado pelo prefeito Bruno Covas e o governador João Doria ambos do PSDB. O Ceará com mais de 24 mil casos confirmados e pelo menos 1.614 mortes é o segundo estado mais afetado, seguido pelo Rio de Janeiro com 21.609 e 2.614 mortes.

Presidente Jair Bolsonaro e o ex Ministro da Saúde Nelson Teich/ foto: Adriano Machado, REUTERS

Queda de Ministro

Mesmo com os números crescendo em todo o país, o Brasil virou destaque no cenário mundial pela segunda queda de um Ministro da Saúde no período da pandemia. O oncologista Nelson Teich deixou a pasta na sexta feira (15) após menos de 1 mês no cargo  por não se entender com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Mesmo sem dar um motivo pela saída, especulasse que o uso da Cloroquina, medicamente ainda não comprovado cientificamente e a posição em relação ao isolamento social foram cruciais para o fim do “casamento”, já que o presidente defende abertamente medidas menos radicais no isolamento e uso do medicamento em pacientes com a COVID-19.

A COVID-19 já infectou 4.66 milhão de pessoas em todo o mundo, causando 312 mil mortes, oficialmente são 1,7 milhão de curados da doença (dados 17 de maio). A Organização Mundial da Saúde (OMS) segue a com estudos em busca de medicamentos e uma vacina para conter o surto da pandemia.


Felipe Nascimento Cruz

Paulistano, com formação em jornalismo e publicidade. Um ex jogador de futebol que acredita que a comunicação pode mudar o mundo.