Campanha nacional de vacinação contra o sarampo será prorrogado até o fim de agosto

Vacina tríplice viral, protege contra sarampo, caxumba e rubéola – Foto divulgação

Em meio à crise sanitária causada pelo novo coronavírus, o sarampo voltou a preocupar a população brasileira, o Ministério da Saúde anunciou esta semana que a campanha de vacinação contra a doença será prorrogada até o dia 31 de agosto. Nesta fase o governo pretende imunizar adultos entre 20 e 49 anos.

Com a pandemia da Covi-19 muitas pessoas acabaram não regularizando a carteira de vacina, o que fez o número de casos de sarampo subir em 2020 em relação ao mesmo período do ano passado. Este ano penas 4,2% do público alvo foi vacinado.

Segundo o Boletim Epidemiológico, até junho foram confirmados 5.642 casos em todo o país e pelo menos 5 pessoas morram da doença. Na região norte 71,4% dos estados apresenta casos, a região Nordeste 66,7%, o Sudeste 75% dos estados registrou a doença, no sul e no Centro Oeste do país, todos os estados têm casos do vírus.

Até o momento, o último boletim da Secretária de Vigilância em Saúde notificou 12.508 casos de sarampo, dos quais 5.642 foram confirmados, 5.500 descartados e 1.366 estão em investigação.

O sarampo é uma doença extremante contagiosa, segundo os especialistas uma pessoa contaminada pode infectar outras 18 pessoas através de gotículas ao tossir, espirrar, falar ou mesmo respirar próxima a outras pessoas sem imunidade. Os principais sintomas são: febre acompanhada de tosse, irritação nos olhos, nariz escorrendo ou entupido e mal-estar intenso.

Segundo o Ministério da Saúde, entre 3 a 5 dias possivelmente outros sintomas começam a aparecer, manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas, que normalmente se espalham por todo o corpo.

Quem deve se vacinar

A Sociedade Brasileira de Imunização (SBim) recomenda que pare ser considerada protegido, a pessoa deve ter tomado ao menos 2 doses da vacina a partir de um ano de idade. Quando existe surto ou risco de contagio há indicação para tomar uma dose a partir dos 6 meses, mas  essa é considerada a dose zero. A partir de um ano a criança precisa fazer mais 2 doses.

*Crianças a partir de 6 meses – 1 dose (dose zero)

*Criança a partir de 1 ano – 2 doses com intervalo mínimo de 1 mês

*Criança mais velhas, adolescentes e adultos que não fizeram ou não lembra se foram vacinadas – 2 doses com intervalo mínimo de 1 mês


Felipe Nascimento Cruz

Paulistano, com formação em jornalismo e publicidade. Um ex jogador de futebol que acredita que a comunicação pode mudar o mundo.