22 Julho 2024

Ataque a tiros em Guadalupe, Rio, resulta na morte do ex-vereador Zico Bacana e de seu irmão

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Ex-vereador Zico Bacana e irmão são assassinados em ataque a tiros em padaria na Zona Norte do Rio.

Em um trágico acontecimento ocorrido nesta segunda-feira (7), o ex-vereador Zico Bacana e seu irmão perderam a vida em um ataque a tiros em Guadalupe, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Testemunhas relataram que indivíduos armados passaram de carro atirando na direção da padaria onde os dois estavam, localizada na interseção das ruas Eneas Martins e Francisco Portela.

Zico Bacana foi alvejado na cabeça e, apesar dos esforços para salvá-lo, não resistiu aos ferimentos e faleceu após ser levado ao Hospital Municipal Albert Schweitzer. Jorge Tavares, seu irmão, também foi encaminhado ao Hospital Carlos Chagas, mas infelizmente também não sobreviveu.

As informações preliminares apontam que ambos estavam acompanhados de um segurança. Esse segurança também teria sido atingido por disparos, sofrendo ferimentos no braço e na perna, sendo posteriormente levado ao Hospital Carlos Chagas.

Além dos irmãos Bacana, um terceiro indivíduo perdeu a vida nesse ataque. Marlon Correia dos Santos, que estava passando pelo local, foi atingido pelos tiros.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Não é a primeira vez que Zico Bacana enfrenta um atentado desse tipo. Em novembro de 2020, ele foi alvo de uma tentativa de assassinato em que foi baleado de raspão na cabeça. O incidente ocorreu em um bar em Ricardo de Albuquerque, na Zona Norte, após um dia de campanha. Ninguém foi preso pelo crime.

No dia de sua morte, Zico Bacana havia compartilhado stories em sua conta do Instagram, mostrando sua presença nas ruas de Guadalupe, correndo e visitando obras municipais.

Zico Bacana, cujo nome verdadeiro é Jair Barbosa Tavares, tinha 53 anos e serviu como vereador entre 2017 e 2020 pelo PHS. Em sua biografia nas redes sociais, ele se apresentava como paraquedista e policial militar.

O ex-vereador foi investigado pela CPI das Milícias e mencionado como suposto líder de uma milícia. Ele negou essa acusação em entrevista ao “Profissão Repórter”, afirmando que nunca fez parte de milícias. Também prestou depoimento como testemunha nas investigações do caso Marielle em 2018, tendo participado da CPI das Milícias. No entanto, não há indícios de sua ligação com o crime.

De acordo com denúncias apresentadas à Alerj na CPI das Milícias, Zico Bacana seria o líder de uma milícia atuante em Guadalupe e Ricardo de Albuquerque. As acusações sugerem que ele controlava uma milícia na comunidade Eternit, em Guadalupe, e teria conexões com a milícia da Palmeirinha, em Honório Gurgel, a qual seria liderada pelo também policial militar Fabrício Fernandes Mirra, conhecido como “Mirra”. Vale ressaltar que Zico Bacana não possui condenações relacionadas a esses crimes.

Inicialmente, ele concorreu ao cargo de vereador pelo PSDC (Partido Social Democrata Cristão), recebendo 3,3 mil votos, mas não conseguiu ser eleito.